Arquivo para fevereiro, 2009

“Rasgai o coração e não as vestes”

Posted in Formação on 26/02/2009 by Juliana

                   cinzas                                                                                                                         Muito me fez pensar a homilia do Padre ontem quarta feira de cinzas, início da quaresma para nós cristãos.

                    Ele falava como nossa “conversão” tantas vezes é superficial.

                  Veja bem, o tempo da quaresma é um tempo propício para nos privarmos de algumas coisas, buscando a conversão e a união a Jesus.

                 É um tempo onde as pessoas fazem propósitos para os 40 dias da quaresma, em aspectos de suas vidas que acreditam necessitar de mudança.

                  Não importa o que seja, Jejum, não beber, não fumar, não ver televisão, não ouvir música, e outros tantos propósitos.

                Porém o que me faz pensar é que, quando  conseguimos ser fiéis ao propósito até o fim da quaresma, não vemos a hora desta acabar. Um dia depois, já estamos bebendo, fumando, assitindo tudo o que é porcaria na tv e ouvindo tudo o que é besteira no rádio.

               Aí eu me pergunto: – Que conversão é essa? que propósito foi esse?

                E aí entra o que diz a palavra.: “Rasgai o vosso coração e não vossas vestes.”

                O verdadeiro propósito provoca mudanças em nós, provoca conversão, não é simplismente um periodo de privação onde depois iremos recair nos mesmos vícios.

              Se assim o for, estaremos rasgando somente as vestes e agindo como hipócritas.

             Fazemos propósitos para nos emendar na area  que mais necessitamos de conversão, de equilibrio. Se eu fiz o propósito de não ver televisão é porque passava muito tempo na frente da televisão e esquecia das coisas mais importantes.

             Então, passando a quaresma eu volto a assistir televisão, porém, não tanto quanto antes, mas de uma forma saudável , dando prioridade a tudo o que for mais importante e selecionando bem o que for assistir.

             Ou seja, é uma forma radical de equilibrar o que em nós esta em desequilibrio. Primeiro cortamos e depois equilibramos o que antes usavamos em excesso, isso se houver necessidade de voltar a usar, quando não houver, melhor cortar o mal pela raiz.

              Foi essa a conclusão que cheguei, todo propósito deve gerar em nós mudanças, conversão, se não houver mudança, nossa conversão foi superficial; E acredito eu que quando nossos propósitos não dão frutos é porque muitas vezes o fazemos somente para sermos vistos e não para agradar a Deus buscando nossa conversão.

Pense Nisso!

Rasgue o seu coração diante de Deus nesse tempo de quaresma!

 

Deus abençoe

 

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Unir-me a Paixão de Nosso Senhor

Posted in Formação on 19/02/2009 by Juliana

                      jesus_apostolos2                                                                                                   “Jesus começou a ensiná-los, dizendo que o Filho do Homem deveria sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumo sacerdotes e doutores da lei, devia ser morto e ressuscitar depois de três dias.” (Mc 8,31-32)

                         Penso em como devia ser triste para Nosso Senhor explicar aos apóstolos tudo quanto deveria sofrer, sabendo que seria traído por um dos seus, que seria rejeitado, humilhado, que seria zombado por pessoas que “seguiam a Deus” .

                      Sabia que sofreria tudo isto para salvar a todos, até mesmo aqueles que naquele momento iriam humilhá-lo, mas Jesus também sabia que apesar de todo o Seu sofrimento, nem todos se salvariam.

                    Eu fico pensando, em como nós ainda hoje agimos assim, o traímos, ofendemos com nossos pecados, o humilhamos com nossa preguiça espiritual, nosso descaso com as coisas de Deus, nossa falta de fé, e Jesus ainda hoje se dispõe a nos perdoar, se fosse para salvar uma única alma Ele passaria aquele sofrimento todo novamente, isso porque nos ama demais.

                      caminhodacruz2                                                                                                               E nós tantas vezes murmuramos, reclamamos diante das dificuldades, dos sofrimentos. Nós não fazemos idéia do sofrimento que foi para Jesus chegar até a Cruz, pense em você ser traído por aquele que  escolheu e que ama, pense em ser humilhado, cuspido, despido, pense em ir para a cruz que naquela época era uma sentença destinada aos piores infratores da época, pense em sofrer isso tudo, sem ter culpa de nada, somente para salvar almas, sabendo ainda que apesar de todo sofrimento muitas dessas almas se perderião e tantas outras continuariam a nega-lo. Não fazemos idéia do que foi o martírio da cruz, que Jesus abraçou por nós.

                     O pior é que ainda temos a coragem de abrir a boca para reclamar, murmurar, basta olharmos para o lado ou para frente e veremos pessoas que sofrem mais do que nós, que muitas vezes não reclamam mas aceitam o sofrimento, e nós tantas vezes temos tudo na mão, e ainda assim somos ingratos as dádivas que Deus nos concede a cada dia.

                          Meditando sobre a Paixão de Nosso Senhor, percebi que eu não posso desejar participar da “glória de Cristo, da ressurreição”, do céu, se aqui na terra eu não desejar também unir-me ao seu sofrimento, a Sua Paixão. Jesus mesmo disse, quem quiser tome a sua cruz e siga-me. Como posso eu desejar a glória da ressurreição, se eu não desejar a glória do calvário, se eu não desejar unir meu sofrimento ainda que poucos ao sofrimento de Cristo, minhas angustias às Dele.

                       Certamente Ele se sentiu sozinho ao ver os seus dormindo, teve medo quando lhe foi revelado tudo o que iria sofrer pelos homens, quantas atrocidades lhes fariam aqueles por quem Ele se sujeitaria a humilhação, a morte, Ele também era homem, e como tal sentia medo, ficava angustiado, mas Ele desejava acima de tudo fazer a vontade de Deus, salvar os homens. “Será que eu não devo beber do cálice que meu Pai me preparou?”

                     o-anjo-consola-jesus  Ele o bebeu, e certamente o Pai lhe deu forças para suportar até o fim todo o sofrimento, porque era Seu Filho e o amava e amava também os homens a ponto de sujeitar Jesus para que nós pudessemos ter uma chance de salvação.

                      Assim também nós seremos tentados a murmurar, teremos medo, ficaremos angustiados, é natural diante das dificuldades, desde que esse medo não nos paralise. Será que o Pai depois de ver Seu filho Jesus por nós padecer na cruz, não nos daria a força necessária para suportarmos os sofrimentos dessa vida?

                      Eu creio que sim, e sei bem que sem a força e auxilio de Deus eu não aguentaria dar um passo em frente. Por isso uno meu coração ao de Jesus quer nas alegrias, quer nos sofrimentos.

                  Lógico que muitas vezes fraquejo, pois sou pecadora, mas Jesus é minha chance de Salvação, e fazer a sua vontade é o desejo do meu coração e quando caio Ele me ajuda a levantar, a não desistir no meio do caminho, pois Ele também não desistiu.

             Disse um padre certa vez.: ” Quem deseja realmente fazer a vontade de Deus, já a está fazendo”

Pense Nisso!

 

Nossa Senhora de Lourdes Rogai por mim pobre pecadora!

 

 

A Origem do Carnaval

Posted in Formação on 12/02/2009 by Juliana

                     carnaval                                                                                                                              A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa, pela Igreja Católica, antecedida por 40 dias de jejum, a Quaresma. Esse longo período de privações, acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta Feria de Cinzas, o 1 º dia da quaresma.

                       A palavra carnaval está desse modo, relacionada com a idéia de “afastamento” dos prazeres da carne, marcado pela expressão “adeus a carne” ou “carne vale”, que, acabou por formar a palavra carnaval.

                   Em geral o carnaval tem duração de 3 dias, os que antecedem a quarta feira de cinzas. Em contraste com a quaresma tempo de penitencia e privações, estes dias são chamados  “gordos”.

               No periodo do renascimento as festas que aconteciam no carnaval incorporavam os bailes de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Era mais uma festa “popular”.

             Ou seja, na sua origem o carnaval não era essa festa promíscua que se tornou nos dias de hoje. Os tempos foram se modernizando, e o ser humano foi deixando-se corromper.

          Veja que na sua origem o carnaval era para marcar esse tempo que logo viria, de privações e penitências, a quaresma, era uma festa popular para lembrar ao povo, que dali em diante haveriam esse 40 dias de privações, mas, o ser humano permitiu que aos poucos fosse se desvirtuando, até que atualmente se tornou uma festa pagã e promíscua.

              Mais uma vez, a tendencia ao pecado está no ser humano, foi porque aos poucos fomos permitindo que aquilo que ra para ser uma festa do cristianismo, se tornasse pagã.

            Alguns lugares hoje ainda, numa tentativa de resgatar aquilo que foi perdido, fazem um “carnaval diferente”, mais cristão.

            Mas, em fim, se o ser humano se permite corromper, não importa o que seja, ele terá a capacidade de paganizar, do mesmo modo que, se o ser humano se conscientizar de que foi criado a Imagem e Semelhança de Cristo, e que por isso também é divino, ele tem o poder de aos poucos “divinizar”, aquilo que se tornou corrompido.

              Isso em todos os lugares, não só no carnaval, nós temos Deus no mais profundo de nossas almas, e a nós cabe irradiar esse Deus a ponto de converter corações, de dar testemunho de cristão, de transformar o pagão em “divino”, seja a onde for.

              Faça sua escolha! Dê seu exemplo!

Vamos juntos nos preparar para uma quaresma mais santa, o carnaval precede esse tempo, e deveria ser um lembrete a mais de que, o tempo de privações e penitencias se aproxima, deveria ser vivido como um tipo de “advento da quaresma” que antecede a páscoa de Nosso Senhor.

A Sogra de Pedro??

Posted in Formação on 08/02/2009 by Juliana

sogra-d-epedro“A sogra de Simão estava de cama com febre, e eles imediatamente o mencionaram a Jesus. Aproximando-se, Ele a tomou pela mão e a fez levantar-se. A febre a deixou e ela se pôs a servi-los.” (Mc 1, 30-31)

                          Ainda hoje, Jesus vem realizando muitas curas, milagres nas nossas vidas, como fez com a sogra de Pedro.

                         Não necessáriamente curas físicas, mas espirituais, quantas vezes Jesus é consolo e esperança, quantas vezes Ele nos estende a mão, quando estamos sentados a beira do caminho, cansados, com vontade de desistir.

                        E vem Jesus, olha em nossos olhos, nos estende a mão, nos levanta e nos ajuda a caminhar!

                      Mas quantos de nós aje como esta mulher de que fala o evangelho? “Ele a tomou pela mão e a levantou. E ela pôs-se  a servi-los”.

                       Quantos de nós se põe a serviço?

                      Muitos recorrem a Jesus nos momentos difíceis, e Ele os ouve, os toma pela mão e os levanta.

                     E depois de levantados, nem sequer agradecem, quanto mais se por a serviço! Que ingratidão com Aquele que derramou seu sangue por nós, e que ainda hoje “continua” derramando, cada vez que não o agradecemos, cada vez que não o agradecemos, cada vez que não amamos o próximo.

                   A messe é grande, e poucos são os operários, é preciso que nos colquemos a serviço do reino, assim como fez a sogra de Pedro.

                Não é necessário que façamos coisas grandiosas!

                Jesus quer que nos coloquemos a serviço nas pequenas coisas, no dia-a-dia.

               Um abraço acolhedor para quem hoje sofre, um sorriso sincero, um ombro amigo, uma visita a um doente, cumprir com nossos trabalhos diários com amor, com o coração unido a Jesus.

                 Em fim, de tantas formas podemos nos por a serviço.

                 Vamos ser como a sogra de Pedro; somos curados todos os dias, que tal levantar-mos e nos pormos a serviço, em gratidão as dádivas que todos os dias recebemos de Cristo?

                   É o mínimo que podemos fazer por Aquele que derramou seu sangue na Santa Cruz para que nós pudessemos viver.

                   Eu quero ajir como esta mulher do evangelho, e você?

                   Vai ficar sentado a beira do caminho, ou vai levantar-se e se por a serviço?

                    Essa vida passa tão rápido, não perca tempo sentado a beira da estrada, quando resolveres levantar poderá não ter mais tempo.

 

Pense Nisso!

Onde por minha esperança?

Posted in Formação on 07/02/2009 by Juliana

bom-pastorJesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, porque eram como ovelhas que não tem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas. (Marcos 6,34)

                  

  De alguma forma, todos precisamos de um guia, de alguém que caminhe conosco ou que nos indique a direção. Isso nos faz sentir mais seguros nas decisões a tomar, no rumo a seguir.

                  Como nossos pais, quando nos ajudaram quando criaças a darmos nossos primeiros passinhos. Que lutaram conosco, se alegraram com nossas conquistas, sofreram com nossos fracassos, mas que nos ajudaram a seguir em frente, a não desistir no meio do caminho.

                 Contudo, nenhum ser humano é eterno, temos pessoas que admiramos, muitas vezes desejamos seguir seu exemplo, mas, todas passam, e quando isso acontece, fica o aprendizado que nos deixaram, e um buraco enorme no coração, como se tivecemos perdido nosso porto seguro.

              Às vezes transferimos esses sentimentos para outra pessoa, na tentativa frustrante de tapar o buraco, mas , nunca é o bastante!

              Então cheguei a seguinte conclusão, por mais que amamos, que admiramos, apesar de toda afeição que possamos dar ou receber, nenhum ser humano pode suprir minha necessidade de segurança, nenhum ser humano pode ser meu porto seguro, apesar do zelo que possam ter por mim, porque no final, sempre partem, de uma forma ou de outra. Não somos responsáveis pela felicidade de ninguém, e ninguém o é pela nossa. Por isso fica sempre o sentimento de que falta alguma coisa, a menos que coloquemos nossa busca pela felicidade no lugar certo.

               Tenho sim, muitos que amo, muitos que admiro, mas aprendi a não colocar mais nas pessoas toda a minha espectativa, como se minha felicidade dependesse de outra pessoa que não eu, porque sempre vai faltar alguma coisa.

         Sabe por que?

Porque o sentimento que tenho no coração é um desejo de Deus, e muitos de nós o tem, e muitas vezes procura supri-lo nas coisas temporais, por isso , geralmente se frustram, ninguém pode supri-lo a não ser DEUS.

               Não somos santos, logo , sempre haverá algo ou alguém para nos decepcionar, não importa o quanto amamos ou não, e se nosso desejo de felicidade estiver nestes então nos frustraremos.

                O que fazer então?

    Não sei quanto a você, mas eu prefiro por toda a minha esperança em Jesus! Só Ele não decepciona.

               Eu sou a ovelha perdida, que necessita ser conduzida de volta ao rebanho. Que quer se sentir aquecida e protegida.

              Somente o Bom Pastor pode me conduzir com segurança ao seu aprisco.

            Ele sempre se compadece de suas pequenas ovelhas, gosta de ensina-las e de cuidar delas, por isso elas se sentem seguras com Ele, pois é o Único que não passará jamais.

 

 

 

Se aproxíma o Tempo da Quaresma

Posted in Formação on 06/02/2009 by Juliana

tentacao“Jesus está para começar sua vida pública; quer percorrer abertamente o país, repreender os pecadores, convidá-los a converter-se e fazer penitência; na sua doutrina, terá de fazer frente, muitas vezes, a opiniões errôneas a respeito da fé e da moral; terá de apresentar-se ao povo como o Messias prometido, como Filho de Deus e de exigir humilde aceitação de sua doutrina. É uma tarefa difícil, que traz consigo muitos trabalhos penosos, mortificações, sofrimentos, inimizades e perseguições. Por isso se prepara o Salvador para essa obra com jejum e meditação, na solidão do deserto.

           Ali, no retiro absoluto, deixa tentar-se por satanás, que parece não lhe conhecer a divindade. Por causa da inseparável união de sua alma com o Verbo Divino, não podia a tentação nascer-lhe da própria natureza, mas podia só provir do exterior.

             O homem tentado, pela tríplice concupiscência, é logo inclinado a ceder  à tentação e, desse modo, inúmeros homens caem na ruína temporal e eterna. Jesus, porém, quer salvar os homens dessa maior desgraça, por isso, oferece também o jejum e as tentações sofridas como expiação dos pecados. Assim nos mostra como devemos vencer a tentação.” (Trecho do livro.: Vida, Paixão e Glorificação do Cordeiro de Deus – Anna Catharina Emmerich)

               Quando Jesus estava prestes a iniciar sua vida pública, Ele quis se submeter ao deserto, tentações, jejum, penitências, sofrimentos, tanto para salvar o homem da desgraça incorrida, como também para se fortalecer em tal combate.                

               Mostra-nos portanto, que é também nescessário á nós a pratica do jejum, penitências, etc, para que também nós possamos nos fortalecer no nosso combate. Nossa vida na terra, é um combate constante, que só venceremos se estivermos unidos a Paixão de Nosso Senhor, ou seja, jejuns, penitencias, são armas poderosíssimas para vencermos as tentações e o pecado e conquistarmos em Cristo o céu.

                  Estamos nos aproximando do Tempo da Quaresma, e um pouco antes de chegarmos a este tempo, eu tenho o costume de começar a me preparar para vivê-lo o mais santamente possível. Durante todo o ano deveriamos buscar a nossa união com a Vontade de Deus, mas o tempo da quaresma é um tempo propício para a busca da conversão, para nos voltarmos mais à uma vida “interior”, nos unirmos mais a Paixão de Nosso Senhor.

                Este ano iniciei a leitura do livro acima citado, e pude perceber que para que nós tivecemos uma chance, Jesus quis por amor, submeter-se a condição humana (exceto no pecado).

              Ele se submeteu as tentações, tanto quanto para se fortalecer, como para nos salvar, nos indicar o caminho. Nos mostrou que somente pelo recolhimento, oração, jejum, podemos vencer a tentação.

             Nossa condição humana é fraca e facílmente cede as tentações, então percebi, que se não formos de certa forma “violentos” conosco, com nossa vontade, dificilmente venceremos a tentação, seja ela qual for.

            A tantos modos de sermos tentados! Às vezes para nós parece algo tão insignificante, a impressão que temos é que tanto faz, mas aos poucos acaba com nossa vida espiritual, nos deixa fracos. E muitas vezes os sintomas se tornão até físicos, mas não nos demos conta, de que a culpa disso tudo, é nossa, muitas vezes não temos mais vida de oração, e derrepente começamos a nos sentir carregados, cançados, desanimados, isso tudo porque expulsamos Jesus e suas armas poderosas, oração, jejum, penitencia de nossas vidas.

            Por exemplo, eu gosto muito de dormir e assistir televisão, apesar de não assistir qualquer programação, ainda assim gosto muito de assistir TV, então, muitas vezes se eu não exigir de mim mesma sair da frente da TV, ou levantar mais cedo, acabo rezando pouco, rezando mal, ou até mesmo não rezando, e isso acabaria com minha vida espiritual e com minha união com Jesus, porque eu estaria aos poucos excluido Ele da minha vida.

             Então preciso ser violenta comigo mesma, o ser humano tem uma tendencia ao comodismo, essas tentações muitas vezes passam por nós despercebidas! – Ah, hoje eu não vou rezar, amanhã eu rezo! – e quando vemos, já não rezamos a um bom tempo, e os sintomas vesmos depois, no nosso dia-a-dia, nosso contato com as pessoas.

           A prática, a vivência das virtudes, que nos tornam pessoas melhores, o desejo de santidade, de em tudo estarmos conformados com a vontade de Deus, isso só é possível com a oração, com o jejum, etc. Então precisamos ser violentos conosco, para não nos acomodarmos.

        Todos temos uma aréa onde somos mais fracos, onde caímos mais fácilmente, mas, quanto mais eu me entrego a oração, ao jejum, a uma vida mais recolhida em Jesus, a meditação, mais força eu terei para combater o bom combate, como diria São Paulo.

            Mas é preciso, coragem, força de vontade para sermos radicais. Se não criamos o hábito, não seremos fiéis, um dia fazemos jejum, depois só no mes seguinte e quando vemos não jejuamos, não rezamos, e dessa forma cairemos.

              Quantas pessoas esperam chegar a quaresma, pois é um tempo que se fala muito de Jejum e oração, e nessa empolgação, começam a rezar, jejuar, e passando essa época, esquecem, e não rezam mais, não jejuam, etc. A oração, o jejum, a meditação, as penitências não são exercícios para fazermos somente na quaresma, pelo contrário, devemos exercitar durante todo o ano, e na quaresma intensificar essa vivência.

           Quando se fala de penitência, de jejum, muita gente logo se assusta, pensam que tem que ser algo grandioso, mas não, Jesus diz “Eu quero a misericórdia e não os sacrifícios”, cada um dá à medida do seu amor e da sua condição. Você pode durante a quaresma, abrir mão de algo que goste muito de fazer, em oferecimento, em expiação, você pode cortar da sua alimentação as sobremesas por exemplo, em fim cada um oferece aquilo que pode, que para si próprio é um sacrifício, e que Jesus aceitará com amor e misericórdia, pois Ele vê os corações.

             Vamos nessa quaresma que se aproxima, fazermos juntos um propósito, para que Nosso Senhor nos ajude a sermos violentos na vivência do evangelho e na radicalidade na busca da santidade, contra as tentações do inimigo, e nosso próprio comodismo.

            Aumente seu tempo de oração, evite a televisão, levante mais cedo todas as manhãs, busque forças nas Santa Missa, cada um sabe onde precisa exercitar e buscar a conversão.

             Não foi a toa que Jesus ficou no deserto recolhido em oração, sendo tentado. Foi para mostrar que se Ele sendo Filho de Deus, teve que buscar forças na oração e no jejum, também nós temos que seguir o seu exemplo.

            É muito fácil nos acomodarmos e pensar que porque não fazemos mal a ninguém, vivemos nossa vida, no nosso cantinho, já estamos salvos, quantas almas se perdem por se acomodar dessa forma.

        “o céu é dos violentos“, seja você também violento, contra o seu comodismo! Somos nós que devemos buscar o nosso céu. Jesus padeceu na Santa Cruz, para nos dar essa chance, mas Ele precisa da nossa ajuda para a nossa remissão, é preciso que façamos a nossa parte, Ele já fez a dele e continua nos auxiliando até hoje, mas é preciso que paçamos sua ajuda, e nos comprometamos a fazer nossa parte.