Arquivo para setembro, 2009

Tudo é Amor

Posted in Formação on 24/09/2009 by Juliana

“Onde está o silêncio? Onde a solidão? Onde o Amor? Em última instância, não podem ser encontrados em lugar algum a não ser no fundamento de nosso próprio ser. Há perfeita paz, porque estamos alicerçados no Amor infinito, criativo e redentor.”


Love and Living, de Thomas Merton

PADRE PIO DE PIETRELCINA

Posted in Formação on 23/09/2009 by Juliana

pio

 

 

«Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gál 6, 14).

 

 

 

Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do seu Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: «Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 19). E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.

Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.

Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes.

Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte.

Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direcção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua actividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade.

No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della Sofferenza» (Casa Alívio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio de 1956.

Para o Padre Pio, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: «Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus». A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.

Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da confiança total em Deus, mas, com as palavras e o exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele.O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação: crescer e fazer crescer na caridade.

A máxima expressão da sua caridade para com o próximo, ve-mo-la no acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto. Parecia um assédio: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial.

Exerceu de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus.

O seu interesse era a glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça, com lealdade e grande respeito.

Nele refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e por amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos suportou, com serenidade admirável, as dores das suas chagas. 

Quando o seu serviço sacerdotal esteve submetido a investigações, sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Frente a acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores directos e de sua própria consciência.

Recorreu habitualmente à mortificação para conseguir a virtude da temperança, conforme o estilo franciscano. Era temperante na mentalidade e no modo de viver.

Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus Superiores, mesmo quando eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal na extensão e integral no cumprimento. Exercitou o espírito de pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Sempre teve uma grande predilecção pela virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modesto.

Considerava-se sinceramente inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, ele repetia: «Quero ser apenas um pobre frade que reza».

Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente. A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.

No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do Padre Pio, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse dele: «Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas porquê? Por ser talvez um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até à noite e era – como dizê-lo?! – a imagem impressa dos estigmas de Nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento».

Já gozava de larga fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes, ao seu espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das almas.

Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenómeno eclesial, espalhado por todo o mundo e em todas as categorias de pessoas.

Assim Deus manifestava à Igreja a vontade de glorificar na terra o seu Servo fiel. Não tinha ainda passado muito tempo quando a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos empreendeu os passos previstos na lei canónica para dar início à Causa de beatificação e canonização. Depois de tudo examinado, como manda o Motu proprio «Sanctitas Clarior», a Santa Sé concedeu o nihil obstat no dia 29 de Novembro de 1982. O Arcebispo de Manfredónia pôde assim proceder à introdução da Causa e à celebração do processo de averiguação (1983-1990). No dia 7 de Dezembro de 1990, a Congregação das Causas dos Santos reconheceu a sua validade jurídica. Ultimada a Positio, discutiu-se, como é costume, se o Servo de Deus tinha exercitado as virtudes em grau heróico. No dia 13 de Junho de 1997, realizou-se o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos, com resultado positivo. Na Sessão Ordinária de 21 de Outubro seguinte, tendo como Ponente da Causa o Ex.mo e Rev.mo D. Andrea Maria Erba, Bispo de Velletri-Segni, os Cardeais e Bispos reconheceram que o Padre Pio de Pietrelcina exercitou em grau heróico as virtudes teologais, cardeais e anexas.

No dia 18 de Dezembro de 1997, na presença do Papa João Paulo II foi promulgado o Decreto sobre a heroicidade das virtudes. Para a beatificação do Padre Pio, a Postulação apresentou ao Dicastério competente a cura da senhora Consiglia de Martino, de Salerno. Sobre o caso desenrolou-se o Processo canónico regular no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Salerno-Campanha-Acerno, desde Julho de 1996 até Junho de 1997. Na Congregação das Causas dos Santos, realizou-se, no dia 30 de Abril de 1998, o exame da Consulta Médica e, no dia 22 de Junho do mesmo ano, o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos. No dia 20 de Outubro seguinte, reuniu-se no Vaticano a Congregação Ordinária dos Cardeais e Bispos, membros do Dicastério, e, no dia 21 de Dezembro de 1998, foi promulgado, na presença do Papa João Paulo II, o Decreto sobre o milagre.

No dia 2 de Maio de 1999, durante uma solene Celebração Eucarística na Praça de São Pedro, Sua Santidade João Paulo II, com sua autoridade apostólica, declarou Beato o Venerável Servo de Deus Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de Setembro a data da sua festa litúrgica.

Para a canonização do Beato Pio de Pietrelcina, a Postulação apresentou ao competente Dicastério o restabelecimento do pequeno Matteo Pio Collela de São Giovanni Rotondo. Sobre este caso foi elaborado um processo canónico no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Manfredonia-Vieste, que decorren de 11 de Junho a 17 de Outubro de 2000. No dia 23 de Outubro de 2000, a documentação foi entregue à Congregação das Causas dos Santos. No dia 22 de Novembro de 2001 é aprovado, na Congregação das Causas dos Santos, o exame da Consulta Médica. No dia 11 de Dezembro de 2001, é julgado pelo Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos e, no dia 18 do mesmo mês, pela Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos. No dia 20 de Dezembro, na presença do Papa João Paulo II, foi promulgado o Decreto sobre o milagre; no dia 26 de Fevereiro de 2002, foi publicado o Decreto sobre a sua canonização.

 

Beatificação (2 de maio de 1999)

Canonização (16 de junho de 2002)

O Silêncio Necessário!!

Posted in Formação on 22/09/2009 by Juliana

     “Meus Momentos Prediletos, Solidão, Solidão, mas sempre convosco, Jesus Senhor”              silencio 2                                                                                                                                                                                                                 Às vezes é   necessário ficarmos sós! Não porque queremos afastar as pessoas, mas porque precisamos encontrar a nós mesmos!

                     A solidão, o silêncio, quando bem empregados, nos ajudam a nos confrontarmos conosco mesmo. Quem sou? O que quero para minha vida? Sou feliz? Este vazio, vem de onde? Nossas inquietudes, aquilo que não nos satisfaz mais, só conseguiremos descobrir o que nos move, a partir do momento em que nos dispusermos a ouvir a voz que fala no fundo de nossas almas!

                   Só conhece a si mesmo, aquele que é capaz de se afastar do barulho e ouvir a voz do seu próprio eu! Aqueles que questionam, sem medo da resposta, que nem sempre é agradavel! É sempre difícil reconhecer nossas limitações, nossas fraquezas, porém, só a partir do momento que eu as reconheço, é que poderei trabalhar em cima delas, e tentar muda-las.

                     O mundo é barulhento, porque tenta a todo custo calar a voz de Deus dentro de cada um de nós; alguns procuram incansavelmente e em todos os lugares possíveis a verdade, aquilo que o faz feliz, a tampa que preencherá o buraco vazio que há em seu coração; em vão procuram aquilo que está dentro de cada um, porém, nós só ouvimos, quando nos calamos, quando silenciamos, quando nos retiramos para o deserto, e ali permanecemos dispertos diante do Deus que nos revela nossa verdadeira identidade. Ali somos tentados, como Cristo também foi, ali descobrimos nossas forças, como Cristo descobriu a dele, ali descobrimos quem somos e do que somos feitos! Você sabe quem és? Sabes para onde caminhas? ou simplesmente caminhas por caminhar?

                  Muitas pessoas tem medo de descobrirem quem são realmente, tem medo de descobrirem suas fraquezas, por isso tem a necessidade de estarem sempre rodeadas por outras pessoas, sempre mostrando do que são capazes, buscam aparecer diante dos homens! Isso nada mais é que um complexo de inferioridade camuflado.

                 Não se pode ser realmente feliz, quando não sabemos de fato quem somos! Jamais descobriremos quem somos se não nos permitirmos ficarmos a sós com Deus, para que no silêncio, Ele nos revele a nossa verdadeira identidade, nossas fraquezas, nossas qualidades, isso é fruto dos questionamentos que nos fazemos, mas somente no vazio da solidão, pois é onde Deus nos mostra quem somos, e nos ensina nesse silêncio acompanhado, como podemos progredir nesse caminho em busca de quem somos!

                       Não tenha medo da solidão e do silêncio que te mostram quem tu és! Tenha medo sim, do barulho do mundo que te impede de seres quem tu és!

                      O mundo nos impõe padrões, regras e temos que nos ajustar à eles, se não nos ajustamos, para algumas pessoas somos diferentes, talvez tenha algo de errado conosco, não nos compreendem, no fundo incomodamos, porque agimos diferente! Quem é de Deus não pode ser conivente com o barulho do mundo, quem é de Deus sempre, em algum momento da vida tem necessidade dessa solidão e desse silêncio, porque é onde descobrimos quem somos, a verdade, e é onde no mais íntimo de nossas almas encontramos Deus, desperto, e zeloso por nossas almas!

               Não permita que o barulho do mundo sufoque a voz de Deus dentro de ti, que quer mostrar quem tu és! Não deixe que o barulho te engane e roube a tua identidade! Muitas vezes somos coagidos a nos moldarmos as pessoas, ou para fazermos parte de um determinado grupo, para não parecermos diferentes, para nos integrarmos a determinados “clãs”, Bobagem!!! Não tenha medo de ser diferente! Deixe Deus te revelar, e não permita que o mundo roube a tua identidade!!!

“A mim não cabe agradar a homens, mas únicamente a DEUS” (Santa Teresinha do Menino Jesus)

Maria, Mulher acima de qualquer outra!!!

Posted in Formação on 15/09/2009 by Juliana

            N.S.D                                                                                                                                                        Estava vendo um video no youtube (acima), e logo abaixo os comentários desse mesmo video.

               Me dói ver a ignorância de pessoas que tentam a todo custo manchar a imagem de Maria, iguala-la a uma simples mulher.

                Que ignorância infundada, quando dizem que qualquer mulher “poderia” ser a mãe do Salvador! Será que Deus, sabendo de todo o sofrimento que Jesus passaria, o sujeitaria a nascer e ser criado por qualquer uma? Cheia de pecados? Creio que não!! Será que qualquer uma  aguentaria tudo o que sofreu Nossa Senhora? Será que qualquer uma viveria tudo, suportaria tudo o que Nossa Senhora suportou, santamente? Digna de ser a mãe de um Rei? Eu creio que não!

              Nós simples mulheres, somos fracas, caímos a todo instante como todo ser humano. Maria não! Ela viveu todo aquele sofrimento de ver seu filho na cruz, e jamais murmurou uma palavra se quer, contra o que estava acontecendo, nós, ao contrário de Maria, no primeiro obstáculo às coisas mais rotineiras, já estamos nos lamentando, reclamando! Maria está longe de ser “qualquer uma”!

                   Mas uma das coisas que me dá a certeza da santidade de Nossa Senhora é quando o anjo lhe sauda dizendo: ” Ave, Cheia de graça, o Senhor é contigo, bendita és tu entre as mulheres”. 

                 Em um dos comentários, uma pessoa diz: ” Maria está morta! E Cristo vivo!”

                Gostaria de saber, onde diz que Maria está morta, na palavra não há nenhum relato! Históricamente é fácil encontrar documentos mostrando que, desde o princípio, os cristãos veneram os santos. As cidades disputavam o título de lugar de repouso definitivo dos santos.

                Roma, por exemplo, abriga o túmulo de Pedro e Paulo, sendo que o túmulo fica em baixo do altar- mor da basílica de São Pedro. Nos primeiros séculos do cristianismo, as relíquias eram zelosamente guardadas e altamente valorizadas.

                 Costuma-se concordar que Maria terminou sua vida em Jerusalém ou Éfeso. Contudo, nenhuma dessas cidades, ou qualquer outra, jamais afirmou possuir os seus restos mortais, embora, algumas afirmam possuir o seu túmulo (temporário). Não há registro de que os restos mortais de Maria, a mais honrada entre os Santos, e a mais Santa Criatura, fossem venerados em algum lugar.

              E por que nenhuma cidade diz possuir os ossos de Maria?

              Aparentemente, porque eles não existem  e as pessoas sabiam disso.

             Como podem algumas pessoas, quererem igualar Maria a qualquer outra? Como podem dizer que Jesus poderia ter escolhido qualquer uma?

               Não! Definitivamente, Maria não foi e nem nunca será qualquer uma!

                Enquanto nós pecadores, somos agraciados por Deus, com a graça do perdão dos nosso pecados e tantos outros favores, Maria, a maior entre todos os Santos, e entre todas as criaturas, foi agraciada por Deus antecipadamente, sempre antecipadamente! ” Enquanto nós caímos no poço e de lá somos tirados por Deus na sua infinita misericórdia, com Maria é diferente, antes que possa cair no poço, Deus intervém para que ela nem mesmo caia”.

                  Como poderia ser uma mulher qualquer? Ele não permitiu que se manchasse de forma alguma. Maria a mulher entre todas as mulheres, não acredito que qualquer uma suportaria o que Maria suportou, sabendo desde o início e aceitando todos os sofrimentos que passaria, sempre aos pés da cruz, sempre amando, até mesmo aqueles que à fizeram sofrer tanto.

                    Então meus amigos, não venham me dizer que Maria é qualquer uma, porque o dia em que “Você, sua mãe, ou qualquer outra mulher, gerarem o Cristo em vossos ventres, aí eu posso crer que ela era qualquer uma, mas isso jamais irá acontecer!” Porque Maria não foi e nem nunca será qualquer uma!!

                 Maria, Mãe das Dores e minha Mãe, Rogai por nós junto ao seu filho que padeceu por cada um de nós na cruz, para que cada vez mais possamos nos assemelhar a Jesus e a Ti, que sempre esteve aos pés da cruz, e nunca desistiu dos planos de Deus. Amém

 

Artigo com base no texto da Catholic Answers, traduzido pela quadrante, sobre a Imaculada Conceição. Segue dados, quem quiser olhar o artigo, realmente muito bom!!!

Fonte: Catholic Answers
Link: http://www.catholic.com
Tradução: Quadrante (www.quadrante.com.br)

15 de Setembro, Nossa Senhora das Dores

Posted in Formação on 15/09/2009 by Juliana

N.S“Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar”!

Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; Suas sete dores que encontraram seu ponto mais alto no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.

A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o Seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo

Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora pelas dores, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim oblação de Si para uma Civilização do Amor.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

 

Exaltação da Santa Cruz

Posted in Formação on 14/09/2009 by Juliana

“Completo na minha carne, o que falta à paixão de Cristo”

                      p-jesu10                                                                                                                                                                   Ah! Que gesto de amor sublime de Jesus por nós, abraçou sua cruz, que na verdade era a nossa cruz, eram os nossos pecados, a nossa condenação, abraçou-a com amor até o fim! Ninguém jamais amou tanto o homem como Cristo a ponto de sujeitar-se a todo o sofrimento e morte de cruz.

                       Objeto de desprezo até  o momento em que Jesus, obediente até o fim, foi nela suspenso. Tornou-se então, motivo de glória, significado de vida e não de morte.

                       A cruz não é um fim em si mesma, porém nela, Jesus conquistou para nós a oportunidade de uma vida plena.

                      Enquanto olhamos para a cruz com um olhar superficial, humano, simplesmente como significado de sofrimento, acabamos por nos agarrarmos a imagem de um Deus carrasco, que nos sujeita ao sofrimento, como se tudo nessa vida tivece que passar pelo sofrimento, como se tivecemos que nos sujeitar ao sofrimento únicamente por vontade de Deus, e não como consequencia de nossas escolhas. A cruz não é isto, Deus não age desta forma,  o Nosso Deus não é carrasco, pelo contrário, Jesus passou pela cruz para que nós tivecemos uma chance, na cruz está explicito o tamanho da misericórdia de Deus para com os homens, muitas vezes ingratos, que não sabem reconhecer o tamanho da dádiva que Deus concedeu a nós por meio da Cruz que Jesus carregou em nosso lugar.

                   A Cruz é sinônimo de vida! Foi nela que Jesus venceu a morte.

                    Nela Cristo conquistou para nós o direito de uma vida plena, e feliz, tudo depende de nossas escolhas, abraçarmos nossa cruz com amor, e tentarmos ao máximo seguir e fazer a vontade de Deus, podemos começar já na terra o nosso céu. Se olharmos em volta, veremos que grande parte do nosso sofrimento, se não todo, é resultado de nossas escolhas, muitas vezes erradas, fruto do nosso pecado.

                   Ainda assim, com todo nosso pecado, nossas escolhas mal feitas, Deus ainda põe ao longo de nossa vida, para caminhar conosco “um Cirineu”, que nos ajuda com o peso de nossa cruz.

                  Que nós saibamos a exemplo de Jesus carregar a nossa cruz, que busquemos a cada dia sermos mais solícitos uns com os outros, pacientes com nossas cruzes, como Jesus foi com a Dele, e que a cada passo façamos tudo por amor a Jesus, para que um dia possamos desfrutar dessa vida plena que Jesus nos assegurou ao ser crucificado, porém mesmo que Ele nos tenha assegurado essa chance de vida plena, vive-la plenamente ainda depende de nós, de nossas escolhas.

“Quando Eu for exaltado, atrairei todos à mim” (João 12,32)

                  Não é fácil morrer para nossas vontades, que nem sempre nos levam ao caminho de Deus, muitas vezes nos tornamos escravos de nós mesmos, nossos desejos desordenados, essa é nossa cruz, lutar contra o que em nós ainda não pertence a Cristo, os pecadinhos de estimação. Deus nos deixa livres para escolhermos por onde queremos andar, Ele apenas nos indica o caminho, seguir por ele ou não, é escolha nossa! Que nós possamos como São Paulo completar em nós o que falta a paixão do Senhor.