Vocação

                                                                                         Cada um de nós tem a sua vocação. Somos todos chamados por Deus para participar da Sua vida e do Seu reino. Cada um é chamado a ocupar no reino um lugar especial. Se encontramos esse lugar seremos felizes.

      A nossa vocação não é um enigma de esfinge, alguns percebem, no fim, que fizeram muitas adivinhações erradas e que a sua paradoxal vocação é seguir pela vida a adivinhar mal. Descobrem depois de muito tempo que são assim mais felizes.

   A nossa vocação não é uma loteria sobrenatural, mas a ação recíproca de duas liberdades, e portanto, de dois amores. Ele nos ama com as nossas próprias vontades, com as nossas próprias decisões. Ele habita em nossa alma, observa cada movimento de vida, com tanto amor como se fossemos Ele mesmo. O seu amor está sempre em ação, tirando o bem de todos os nossos erros e vencendo até os nossos pecados.

   Cada vocação é, pois, simultaneamente, uma vocação ao sacrificio e à alegria. A nossa vocação individual é a nossa oportunidade de achar esse lugar único em que podemos mais perfeitamente receber os beneficios da misericórdia Divina.

    Se sou chamado à vida solitária, não significa necessáriamente que a solidão me será mais penosa do que outro lugar, mas, sei que eu sofrerei mais utilmente.

    Quem não é chamado à solidão, perderá a vista de Deus quando estiver sozinho e se pertubará!

    Gratidão, confiança e liberdade interior, eis os sinais de que achamos a nossa vocação e vivemos e conformidade com ela, ainda que o resto possa parecer que falhou.

 

(Trecho do Livro: Homem Algum é uma Ilha de Thomas Merton)

Continua no próximo artigo!

 

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