Jan Van Ruysbroeck

 

 

 

                                                    

 

“Enquanto vivemos nas sombras não podemos ver o próprio sol, pois como disse São Paulo enxergamos obscuramente através de um espelho. Mesmo assim a sombra é iluminada pelo sol de modo a percebermos as distinções entre todas as virtudes e toda a verdade que são de valor para nossa condição mortal. Mas se havemos de nos tornar unos com a luz do sol devemos seguir o amor e esquecer de nós mesmos no “Sem-Caminho”, e então o sol atrairá a nós, com nossos olhos cegos, para dentro de seu fulgor, onde possuiremos a unidade com Deus… Em Sua benevolência Ele quer ser todo nosso: então Ele nos ensina a viver nas riquezas das virtudes. Em Seu toque interno todos os nossos poderes nos abandonam, e então sentamos sob Sua sombra, e Seu fruto é doce para nossos sentidos, pois o fruto de Deus é o Filho de Deus, a Quem o Pai faz nascer em nosso espírito. Este Fruto é tão infinitamente doce aos nossos sentidos que não podemos nem engolí-lo e nem assimilá-lo, mas antes é Ele quem nos absorve em Si mesmo e nos assimila em Si mesmo”.

A Pedra Faiscante, XI

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